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País recebe destaque em sustentabilidade
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Antonio Carlos Porto Araujo *

Observadas as tendências do mercado globalizado, cada vez mais a empresa é vista como parte integrante da sociedade, e, por isso, tem o dever de participar de forma responsável na solução de problemas socioambientais existentes nas comunidades em que está inserida.
Trata-se do estabelecimento de metas compatíveis com o desenvolvimento sustentável da sociedade, preservando recursos ambientais e culturais, objetivando promover a diminuição das desigualdades sociais, pela adoção de práticas de responsabilidade socioambiental que geram resultados em toda a economia.
A teoria econômica prova que as empresas e governos respondem às pressões. Sendo assim, as práticas sustentáveis são decorrentes de Leis e Regulamentações; e pressões sociais e do ambiente de negócios.
No Brasil, há leis e regulamentações com características multidisciplinares, como a Legislação Ambiental, Legislação Trabalhista, proteção aos minoritários, Código de Defesa do Consumidor etc. Na questão de pressões sociais, temos o aumento do consumo consciente, advindo também do aumento do conceito de cidadania, aliados à própria atuação de ONGs. Finalmente, e muito importante, observam-se as pressões no ambiente de negócios através do movimento internacional de fusão e aquisição e na concessão de crédito vinculada a critérios de sustentabilidade.
Essas pressões demonstram uma postura mais ativa dos investidores institucionais nacionais e internacionais, com consequente seletividade de fornecedores e preferência àqueles que adotam e divulgam suas práticas de sustentabilidade. Muitas empresas estão gradualmente sendo obrigadas a divulgar seu desempenho social e ambiental, os impactos das atividades e medidas tomadas para prevenção ou compensação de acidentes.
A maximização de valores da empresa nessa nova era da sustentabilidade não depende apenas da estratégia e de sua performance, mas também de seu comportamento. Seguiu-se, então, uma nova abordagem de conscientização ambiental. O lucro passa a ser assegurado controlando-se os custos, reduzindo perdas ou ineficiências, já que não é mais possível transferir para o preço do produto. O descarte de resíduos, antes feito da maneira mais fácil ou econômica, passa a ser repensado, valorizando-se a reciclagem e destinação correta, como meio, inclusive, de prevenir questionamentos judiciais.
A protelação de investimentos em proteção ambiental não é mais possível, já que se torna inerente na melhoria do processo e da qualidade ambiental dos produtos. Ou seja, não basta somente cumprir a lei no que seja essencial, mas, sobretudo, adiantar-se às regras vigentes, projetando uma imagem avançada à empresa. Nessa sequencia, o meio ambiente deixa de ser um “problema” e passa a ser uma oportunidade.
Importante realçar que essa postura não deve ser compreendida como implantação a partir de uma área da empresa, mas sim concebida como forma de gestão da organização. Por fim, a prática deve ser compreendida por todos da empresa.

* Antonio Carlos Porto Araujo é advogado, ambientalista, consultor da Trevisan Consultoria e editor da Trevisan Editora Universitária.
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